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Pesquisa 2011: O que deseja o comprador de imóveis em Goiânia?

agosto 15, 2011

Pesquisa revela preferências do goianiense na hora de escolher seu imóvel

Em iniciativa inédita, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis identificou as preferências do goianiense na hora de escolher o imóvel para morar. A pesquisa, batizada como Consumo de imóveis: o que deseja o comprador?, realizada no início deste ano, ouviu 401 pessoas, com 18 anos a 82 anos, em Goiânia, e apresenta dados reveladores sobre o perfil do consumidor da capital quando o assunto é a moradia.  Os entrevistados também fizeram uma avaliação do desempenho do corretor de imóveis, o profissional do setor imobiliário que presta atendimento direto ao comprador de imóveis.

A pesquisa foi realizada pelo Departamento de Prospecção e Pesquisa do Mercado Imobiliário (Depami) do Creci-Go, contando com a participação da EPOM – Empresa de Pesquisa de Opinião e Mercado.

A metodologia da pesquisa consistiu em entrevistas diretas, com perguntas estimuladas, ouvindo aleatoriamente pessoas dos mais diversos bairros da capital. Os questionários foram aplicados entre os dias 8 e 16 de janeiro de 2011, em pontos estratégicos da Capital para ouvir o público-alvo da pesquisa. A coleta dos dados foi realizada nos seguintes locais: Shopping Bougainville, Portal Shopping, Supermercado Bretas do Parque Vaca Brava, Hipermercado Extra da Avenida Rio Verde, Feira da Estação, Araguaia Shopping, Shopping Plaza D’Oro e Terminal da Praça A.

Acompanhe as principais conclusões:

Goianiense é fiel ao setor onde vive 

O goianiense é fiel ao setor onde vive e não quer saber de muitas alterações em sua rotina. Mais de 70% dos entrevistados estão satisfeitos com o local onde vivem e não desejam mudar de imóvel. Caso admitissem uma mudança de residência, quase a metade dos entrevistados revelou que optaria por permanecer no mesmo bairro.

 Segurança é a principal motivação para goianiense mudar de endereço 

No grupo daqueles que manifestaram desejo por viver em um tipo de imóvel diferente  (sair de uma casa para um apartamento ou para um condomínio horizontal e assim por diante), a mais da metade deseja mudar-se para apartamento (53,85%). A opção de ir para um condomínio horizontal foi a segunda mais apontada (35,04%).  A segurança foi a alternativa mais indicada para se mudar o tipo da moradia (52,14%), opção que está a frente do conforto, lazer e privacidade.

Déficit qualitativo – maioria dos potenciais compradores já tem casa própria

Na pesquisa do Creci-GO, constatou-se que a maioria dos goianienses que manifestaram desejo de mudar de residência já vive em imóvel próprio (67,92%), o que sugere ser bastante significativo o déficit qualitativo da capital. Em outras palavras, prevalece na capital o grupo de quem está em busca de um novo imóvel para melhorar o conforto ou adaptar-se a uma nova fase de vida: casamento, divórcio, nascimento de filhos etc.

Em relação à amostra total, 18,95% dos entrevistados querem mudar de residência, embora já tenham casa própria. Fazendo uma projeção de mercado, sabendo que a população de Goiânia, segundo o IBGE/CENSO 2010 é de 1.302.001 habitantes, o grupo daqueles que querem mudar de residência, e já possuem casa própria, é de 246.729 pessoas. A busca por um segundo ou terceiro imóvel para comprar com a finalidade de  moradia é um movimento novo no Brasil. Segundo estudos, o índice é de apenas 1,8 vezes na vida, enquanto que nos países desenvolvidos esse índice chega a oito vezes. “Com o cenário econômico positivo  de crédito, emprego e renda, a tendência é que este grupo aumente”, observa Oscar Hugo Monteiro Guimarães, presidente do Creci-GO.

Para quem compra o primeiro imóvel, em geral a preocupação maior é o preço do imóvel e impacto do financiamento no orçamento, que muitas vezes precisa ainda abarcar o aluguel. Já quem está adquirindo mais um imóvel para mudar-se, a prioridade passa a ser o conforto. “É claro que o consumidor continua fazendo contas. Entretanto, quando nesta fase, ele tem maior poder de compra e está mais seletivo, a prioridade passa a ser os diferenciais que o imóvel oferecerá a ele”, avalia Oscar Hugo.

Maioria prefere comprar imóvel de construtora

Predomina, entre os entrevistados, a preferência por comprar um imóvel em lançamento imobiliário (57,61%) a que comprar um imóvel usado (11,72%) ou adquirir o terreno e construir por conta própria (30,67%).

Os melhores setores para se morar, segundo a opinião do entrevistado

Em resposta espontânea, os entrevistados também apontaram os melhores bairros para se morar: Bueno, Jardim América, Marista, Eldorado, Oeste, Jardim Goiás, Parque Amazônia, Leste Universitário, Centro. A percepção do público não necessariamente é idêntica aos setores mais valorizados.

Um comparativo com o último ranking dos setores com maior preço de metro quadrado (medido pelo Depami/Creci-GO) mostra que o Setor Bueno, por exemplo, que é o preferido dos consumidores, está em 5º lugar no ranking dos setores mais valorizados da cidade. Enquanto isto, o Eldorado, que está em 4º lugar na preferência dos entrevistados, possui metro quadrado na 23ª posição entre os bairros onde a verticalização está acontecendo na cidade. “Este é um recado do consumidor ao mercado; ele está sinalizando onde gosta de viver”, diz Oscar Hugo.

Consumidor aprova atendimento do corretor de imóveis

Neste ano, 27 de agosto, os corretores de imóveis completam 49 anos de regulamentação profissional com muito a comemorar: o reconhecimento do público. Na pesquisa Consumo de imóveis: o que deseja o comprador?, quase a metade dos entrevistados disseram já terem sido atendidos por um corretor de imóveis (41,15%). Destes que já foram atendidos, a avaliação do atendimento foi considerada positiva, chegando a 77%.

“É o melhor presente que poderíamos receber, neste momento que estamos rumo ao cinquentenário”, diz o presidente do Creci-Go, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, para quem a categoria colhe os frutos do investimento em qualificação. Desde 2000, em Goiás, foram implantados cursos de formação superior, especializações e cursos complementares à formação básica.  Nos últimos quatro anos, segundo dados do Creci-Go, o número de corretores de imóveis dobrou, revelando a atratividade da profissão.

Outro dado revelado pela pesquisa é que a maioria absoluta dos consumidores que já foram atendidos por um corretor de imóveis (90,3%) considerou importante o trabalho deste profissional seja para auxiliar a fazer uma boa pesquisa das ofertas imobiliárias, seja para auxiliar na pesquisa do histórico documental do empreendimento, seja para ajudar a escolher o melhor tipo de moradia.

Para o presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo, o percentual indica uma mudança significativa na imagem que a sociedade faz do profissional do setor imobiliário: “Os consumidores já começaram a enxergar o corretor de imóveis como um consultor de negócios, capaz de identificar o perfil do comprador, de definir o imóvel compatível com seus interesses e auxiliar na busca pelo empreendimento.”

Apesar da avaliação positiva, o corretor de imóveis tem um grande ponto a melhorar, na opinião dos entrevistados. 41,21% dos entrevistados que já foram atendidos por um corretor de imóveis, reprova a insistência do profissional.

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